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Fazer velas, Velas aromáticas, Velas naturais

O que preciso para fazer as minhas primeiras velas em casa? Tipos de cera e qual escolher.

Se alguma vez pensou em fazer velas em casa mas hesitou por não saber por onde começar, não é a única pessoa. Muitas pessoas sentem-se atraídas pelo mundo das velas…

O que preciso para fazer as minhas primeiras velas em casa? Tipos de cera e qual escolher.

Se alguma vez pensou em fazer velas em casa mas hesitou por não saber por onde começar, não é a única pessoa. Muitas pessoas sentem-se atraídas pelo mundo das velas artesanais, mas ao mesmo tempo surgem dúvidas: que materiais são precisos, que tipo de cera escolher, se é algo complicado ou se requer experiência prévia.

Quando se começa do zero, é normal sentir-se um pouco perdida. Existem muitos tipos de velas, muitos nomes de ceras e parafinas e muita informação distinta, o que pode dar a sensação de que fazer velas é mais difícil do que realmente é.

Por isso, antes de entrar em detalhes técnicos ou em listas de materiais, há algo importante que convém entender desde o início: não existe uma única forma de fazer velas, nem uma única maneira correta de começar. Há muitas opções, muitos estilos e muitas possibilidades diferentes.

Neste artigo, vamos ajudá-la a dar os seus primeiros passos com tranquilidade. Vamos explicar-lhe o que precisa para começar a fazer velas em casa e, sobretudo, vamos ajudá-la a entender que tipos de velas existem, que ceras se utilizam em cada caso e como escolher a mais adequada segundo o que lhe apeteça fazer.

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Cinco velas de diferentes estilos: duas em copos de vidro (uma com aroma de «Mojito»), uma geométrica cor-de-rosa, uma de cera de abelha com padrão de favo de mel e uma em forma de coluna azul canelada.

Não se trata de fazer tudo de uma vez nem de saber tudo desde o primeiro dia. Trata-se de compreender as ideias básicas, ir pouco a pouco e começar pelo que melhor se adapta a si. A partir daí, aprender a fazer velas em casa é um processo muito mais simples e, sobretudo, muito mais prazeroso.

Antes de passarmos a explicar os materiais necessários para fazer velas em casa, é importante esclarecer algo fundamental: embora para começar a fazer velas sejam precisos vários elementos, o verdadeiro ponto-chave está na escolha da cera ou da parafina.

Neste artigo, vamos rever todos os materiais de que precisa para fazer as suas primeiras velas, mas vamos deter-nos especialmente nos distintos tipos de ceras e parafinas que existem, quais são as suas particularidades e para que tipo de velas cada uma está pensada.

A verdade é que nem todas as ceras servem para fazer todas as velas.

Na Gran Velada, explicamos o que cada cera faz melhor, porque não existe uma cera «para tudo» que funcione igualmente bem para qualquer tipo de elaboração.

A primeira coisa: que tipo de vela gostaria de fazer

Se está a pensar começar a fazer velas em casa, a primeira coisa que precisa de entender não são os materiais, mas sim que tipo de vela quer fazer. Dependendo do tipo de vela que tem em mente, deverá escolher umas ceras ou outras, já que nem todas as ceras nem parafinas servem para fazer todos os tipos de velas.

Um dos erros mais comuns ao começar é pensar que existe uma cera “para tudo”. No mundo das velas, isto não funciona assim. Cada cera tem características concretas e está pensada para um uso específico. Tentar usar uma única cera para fazer tudo costuma levar ao fracasso.

Por isso, o primeiro pensamento deve ser sempre o mesmo: que tipo de vela quer fazer.

Se não sabe por onde começar, recomendamos que visite o blog granvelada.pt, onde encontrará centenas de receitas, com explicação completa, materiais, vídeos e passo a passo. Em cada receita poderá ver claramente se se trata de uma vela num copo, uma vela com forma (molde), uma vela natural, uma vela aromática ou uma vela decorativa temática.

Formação e materiais: o apoio da Gran Velada desde o início

Para poder aprender a fazer velas em casa com tranquilidade, é importante contar com duas coisas: bons materiais e informação clara e fiável. Na Gran Velada trabalhamos precisamente com essa ideia há anos.

Na nossa loja encontrará todos os materiais de que falamos neste artigo: ceras, parafinas, pavios, moldes, corantes, aromas, embalagens e utensílios. Tudo está pensado para que possa começar pouco a pouco.

Além de oferecer materiais, na Gran Velada somos especialistas em formação gratuita. Pomos à sua disposição 13 manuais gratuitos, com um dedicado especificamente ao mundo das velas.

Estes manuais estão pensados como material de apoio: podes consultá-los quando precisares, avançar ao teu ritmo e voltar a eles sempre que te surjam dúvidas. Não substituem a prática, mas ajudam-te a compreender melhor as opções que existem e a tomar decisões com mais segurança.

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Amostra de matérias-primas naturais: blocos de cera branca, cera de abelha amarela com uma abelha por cima, uma vela num copo e cera de soja em pérolas junto a umas folhas verdes.

Tipos de ceras e parafinas para fazer velas

Quando se começa a fazer velas, é normal encontrar muitos nomes diferentes: ceras vegetais, ceras naturais, cera de soja, cera de abelha, parafina… Tudo isto pode ser confuso ao início, por isso convém esclarecer alguns conceitos básicos antes de entrar em detalhes.

O que é uma cera?

Na elaboração de velas, a cera é a matéria-prima principal. Trata-se de um material sólido à temperatura ambiente que, ao ser aquecido, funde e permite ser trabalhado. Ao arrefecer novamente, volta a solidificar, dando forma à vela.

Todas as ceras utilizadas para fazer velas partilham esta função básica, embora possam ter origens muito distintas e comportamentos diferentes.

De forma geral, as ceras para fazer velas agrupam-se em três grandes famílias: ceras vegetais, ceras animais e ceras minerais (parafinas).

Ceras vegetais

As ceras vegetais são aquelas que se obtêm a partir de plantas, sementes ou frutos. Nos últimos anos tornaram-se muito populares e existem várias opções dentro deste grupo.

Algumas das ceras vegetais mais conhecidas são a cera de soja, a cera de palma, a cera de coco ou a cera de girassol. Cada uma tem a sua própria composição e as suas próprias particularidades.

É importante ter em conta que nem todas as ceras vegetais servem para fazer velas. Embora provenham de plantas, algumas são utilizadas para outros fins e não têm as características necessárias para este tipo de elaboração. Por isso, dentro das ceras vegetais também é preciso escolher ceras formuladas especificamente para velas.

Ceras animais

As ceras animais provêm de animais. No mundo das velas, os produtos de origem animal são muito concretos e limitados. Utilizam-se principalmente dois:

  • A cera de abelha, uma das ceras mais tradicionais e conhecidas, utilizada há séculos.

  • O ácido esteárico, que historicamente teve origem animal, embora hoje em dia exista também uma alternativa vegetal conhecida como estearina de palma.

Ambos os produtos são muito comuns na elaboração de velas, mas é importante esclarecê-lo porque muitas pessoas procuram opções veganas, ou seja, produtos que não tenham origem animal. Se o que procura é trabalhar com velas veganas, deve ter em conta que:

  • A cera de abelha não seria uma opção.

  • O ácido esteárico de origem animal também não.

  • Em sua substituição, pode optar-se por estearina de palma, que é de origem vegetal.

Salvo estes casos concretos, as restantes ceras e parafinas utilizadas em velas não têm origem animal.

Ceras minerais (parafinas)

As ceras minerais provêm do petróleo. Dentro deste grupo encontra-se a parafina, uma das ceras mais utilizadas na elaboração de velas artesanais. Aqui convém esclarecer um ponto importante: A parafina não é algo diferente de uma cera. A parafina é simplesmente um tipo de cera de origem mineral. Portanto:

  • Todas as parafinas são ceras.
  • Mas nem todas as ceras são parafinas.

Dentro das parafinas existem muitos tipos diferentes, com características distintas, e por isso são empregadas para elaborações concretas.

Plano aproximado de uma mão a verter cera líquida dourada de um pequeno tacho metálico para um copo de vidro com um pavio central. Ao fundo, moldes e uma vela terminada.
Plano aproximado de uma mão a verter cera líquida dourada de um pequeno tacho metálico para um copo de vidro com um pavio central. Ao fundo, moldes e uma vela terminada.

Um esclarecimento importante sobre tendências, ceras vegetais e parafinas

É verdade que muitos clientes procuram hoje em dia produtos de origem vegetal, e a realidade é que a tendência maioritária vai nessa direção. Cada vez existem mais opções de ceras vegetais e naturais, e na Gran Velada oferecemo-las porque sabemos que respondem ao que muitas pessoas procuram atualmente.

Dito isto, também acreditamos que é importante falar a partir da experiência. Na Gran Velada temos mais de 25 anos no mundo das velas e, durante décadas, a elaboração de velas artesanais desenvolveu-se utilizando parafinas de alta qualidade, com excelentes resultados.

As parafinas utilizadas para velas são ceras formuladas especificamente para este uso e, quando uma vela está bem feita e com o pavio corretamente calculado, a combustão é completa e a emissão de fumo é mínima. Uma vela bem elaborada mal gera fumo visível e a emissão é praticamente impercetível em condições normais de uso.

Isto não significa que umas ceras sejam melhores que outras em termos absolutos. Significa que cada tipo de cera tem a sua função, o seu comportamento e o seu lugar dentro do mundo das velas.

Ceras segundo o tipo de vela: velas em copo e velas com forma (molde)

Uma vez entendido que existem diferentes tipos de ceras, chega o momento de aplicar esta ideia na prática. Há uma divisão muito clara que convém ter em conta desde o início: não é o mesmo fazer velas em copo que fazer velas com forma.

Velas em copo As velas em copo são aquelas que se elaboram diretamente dentro de um recipiente e não se desmoldam. O copo, frasco ou embalagem faz parte da vela final. Podem ter aroma ou não, mas se vão num recipiente, são velas em copo.

Para este tipo de velas utilizam-se ceras pensadas especificamente para:

  • trabalhar em recipiente;

  • aderir bem às paredes;

  • comportar-se corretamente durante a combustão.

Velas com forma (em molde)

As velas com forma são aquelas que se elaboram em moldes e se desmoldam uma vez que a cera tenha arrefecido. Para este tipo de velas, utilizam ser ceras pensadas para:

  • manter a forma

  • permitir desmoldar sem partir

  • definir bem os detalhes Uma cera para copo não tem de funcionar bem num molde, e vice-versa. Não é um erro: é simplesmente uma questão de uso.

Ceras para fazer velas em copo

As velas em copo são aquelas que se elaboram diretamente dentro de um recipiente e não se desmoldam. O copo, frasco ou embalagem faz parte da vela final e condiciona completamente o tipo de cera que deve ser utilizado.

É importante esclarecer algo desde o início: não existem as “velas decorativas em recipiente”. Se uma vela vai dentro de um recipiente, é uma vela em copo, independentemente de ter muito ou pouco aroma.

As velas em copo podem ser:

  • velas aromáticas

  • velas sem aroma

  • velas com decoração na parte superior

  • velas em recipientes de vidro, metal, cimento, cerâmica, resina ou outros materiais.

Mas todas elas partilham uma mesma base: não se desmoldam e a cera trabalha sempre dentro do recipiente. Por este motivo, as ceras para velas em copo estão formuladas especificamente para:

  • aderirem bem às paredes do recipiente

  • comportarem-se corretamente durante a combustão

  • fundirem-se de forma controlada dentro do copo

  • evitar problemas habituais como gretas, contração ou má aderência.

Hoje em dia, para além dos recipientes prontos, está muito na moda criar os próprios recipientes (em cimento, resina, etc.). Nestes casos, a vela continua a ser uma vela em copo, pelo que a escolha da cera continua a ser a chave.

Infografia que explica as diferenças entre vela em copo e vela de molde.
Infografia que explica as diferenças entre vela em copo e vela de molde.

Ceras para fazer velas com forma (velas em molde)

As velas com forma são aquelas que se elaboram num molde e se desmoldam assim que a cera solidifica. A vela final não necessita de recipiente, já que deve manter-se por si só.

Este tipo de velas inclui:

  • velas decorativas

  • velas temáticas (Natal, Halloween, comunhão, etc.)

  • velas figurativas

  • velas escultóricas ou de design

  • velas artesanais com detalhes e relevos

Para este tipo de elaboração, não serve qualquer cera. As ceras para molde devem ter características muito concretas para:

  • manter a forma uma vez desmoldadas

  • permitir um desmolde correto sem partir

  • definir bem os detalhes do molde

  • ter a dureza adequada segundo o tipo de vela

Por isso, as ceras para velas com forma costumam ter:

  • um ponto de fusão mais alto do que as ceras de copo

  • maior dureza ou consistência

  • um comportamento distinto durante o arrefecimento

Usar uma cera pensada para copo num molde costuma provocar problemas: velas moles, deformações, dificuldade em desmoldar ou perda de detalhe. Mais uma vez, não é uma falha do material, mas sim uma escolha incorreta da cera.

É aqui que muitas pessoas que estão a começar se sentem frustradas, porque tentam usar uma única cera para tudo. No mundo das velas, isto não funciona.

Por isso insistimos nesta ideia-chave: Antes de escolher a cera, decida se quer fazer uma vela em copo ou uma vela com forma. A partir daí, a escolha simplifica-se imenso.

Tipos de ceras para velas em copo

As velas em copo são aquelas que são elaboradas diretamente dentro de um recipiente e não se desmoldam. O copo, frasco ou embalagem faz parte da vela final, pelo que a cera utilizada deve estar formulada para se comportar corretamente dentro do recipiente, tanto durante o arrefecimento como durante a combustão.

Se uma vela vai num recipiente, é uma vela em copo, independentemente de ser aromática ou não, de ter decoração, ou de ter pouco ou muito aroma. Este ponto é importante porque muitas pessoas confundem o tipo de vela com a sua função decorativa, quando na realidade o que marca a escolha da cera é se a vela se desmolda ou não.

Apresentamos detalhadamente as ceras, parafinas e materiais que podem ser utilizados em velas em copo:

Cera de soja e coco

A cera de soja e coco é uma cera vegetal muito utilizada para velas aromáticas em copo, especialmente quando se procura um equilíbrio entre facilidade de uso e boa difusão do aroma. Está formulada especificamente para trabalhar em recipiente e oferece uma boa aderência às paredes do copo, evitando problemas habituais como descolamentos ou marcas irregulares. Tem um comportamento estável durante o arrefecimento e proporciona um acabamento homogéneo. Admite até 8% de essência aromática, permitindo criar velas aromáticas com intensidade média-alta sem necessidade de aditivos. Não é uma cera adequada para moldes, pois não tem a dureza necessária para desmoldar.

Cera de soja

A cera de soja é uma das ceras vegetais mais conhecidas e utilizadas para velas em copo, sobretudo entre pessoas que estão a começar. Aparece em imensas receitas e tutoriais, o que facilita a aprendizagem quando se começa do zero. É uma cera pensada para trabalhar em recipiente, com uma combustão suave e controlada quando o pavio está bem calculado. Admite normalmente entre 8% e 10% de essência aromática. Esta percentagem pode ser aumentada utilizando um aditivo fixador de perfume, especialmente em fragrâncias mais voláteis.

Aditivo fixador de perfume para velas (GV-503)

O aditivo fixador de perfume não é uma cera, mas utiliza-se em conjunto com ceras de copo quando se procura melhorar a retenção do aroma e aumentar a intensidade aromática da vela. A sua função é ajudar a que a cera possa admitir uma maior percentagem de essência sem perder estabilidade nem afetar a combustão. Utiliza-se habitualmente entre 0,5% e 4%.

Cera de colza e coco

A cera de colza e coco é uma cera vegetal de alto rendimento aromático, pensada para velas em copo muito perfumadas. Utiliza-se quando o objetivo principal é conseguir uma vela com uma carga de aroma elevada. Pode admitir até 12% de essência aromática. Está formulada exclusivamente para trabalhar em recipiente e não serve para moldes.

Cera de colza para velas em copo

A cera de colza para velas em copo é uma cera vegetal de textura sedosa e comportamento estável dentro do recipiente. É adequada tanto para velas aromáticas suaves como para velas sem aroma. Admite cerca de 4% de essência aromática. Não deve ser confundida com a cera de colza de alto ponto de fusão, que é pensada para velas com molde.

Diferentes tipos de ceras específicas para recipientes: soja em vagens e grãos, cera de coco e uma vela branca terminada num copo de vidro no centro.
Diferentes tipos de ceras específicas para recipientes: soja em vagens e grãos, cera de coco e uma vela branca terminada num copo de vidro no centro.

Cera para velas em copo GV-35

A cera GV-35 é uma cera técnica formulada especificamente para velas em copo. É muito utilizada pela sua facilidade de trabalho e estabilidade durante o arrefecimento e a combustão. Permite trabalhar com até 10% de essência aromática, percentagem que pode ser aumentada utilizando o aditivo fixador de perfume.

Cera de palma

A cera de palma é uma cera vegetal tradicional que se utiliza há anos em velas em copo. Tem um acabamento característico e requer um bom controlo das temperaturas e do arrefecimento para obter bons resultados. Admite entre 4% e 6% de essência aromática. Utiliza-se em recipiente e não está pensada para desmoldar.

Cera vegetal para velas em copo

Esta cera vegetal está formulada especificamente para trabalhar em recipiente. Utiliza-se em elaborações simples e controladas, tanto aromáticas como sem aroma. Admite aproximadamente 4% de essência aromática e oferece um comportamento estável dentro do copo.

Estearina cristalizável

A estearina cristalizável pode utilizar-se em velas em copo quando se procura um acabamento visual especial, com efeito cristalizado ou geado na superfície. Não se comporta como uma cera convencional, já que gera cristalizações visíveis ao solidificar. Para obter o efeito cristal, não deve ser misturada com outras ceras nem aditivos. Admite normalmente entre 4% e 6% de essência aromática e requer um processo específico de vertimento a alta temperatura.

Cera de girassol

A cera de girassol é uma cera vegetal que pode ser utilizada em velas em copo. Tem um acabamento limpo e uma combustão suave quando formulada corretamente. Admite percentagens de essência moderadas, normalmente em torno dos 4–6%, e utiliza-se principalmente em recipiente.

Cera para velas aromáticas com aditivo

Este produto combina cera vegetal com aditivo fixador já incorporado. Está pensado para facilitar a elaboração de velas aromáticas em copo sem ter de calcular aditivos separadamente. Permite trabalhar com percentagens altas de essência aromática, normalmente até 15%, seguindo as indicações do fabricante.

Ceras para velas com molde

As velas com molde são aquelas que se elaboram vertendo a cera num molde e que, uma vez solidificadas, se desmoldam para obter uma vela com forma própria. Podem ser decorativas, figurativas ou lisas, mas todas têm algo em comum: a cera deve manter a forma fora do molde.

Para estas velas, não servem as ceras de copo. As ceras de molde precisam de maior dureza, estabilidade e um comportamento correto ao desmoldar.

Cera Velas Perfeitas GV-20

Cera técnica desenhada para melhorar o acabamento de velas em molde. Confere dureza, opacidade e definição nos detalhes. Não se usa em copo nem para velas com aroma intenso.

Cera de colza de alto ponto de fusão

Formulada para velas com molde, o seu ponto de fusão elevado permite manter a forma após o desmolde. Pode combinar-se com ácido esteárico vegetal para aumentar a dureza.

Cera vegetal moldável

Equilíbrio ideal entre dureza e facilidade de desmolde. Adequada para iniciantes que querem fazer velas com forma sem recorrer a parafinas.

Cera de soja de alto ponto de fusão

Especificamente para moldes, tem maior dureza que a de copo. Por ser vegetal, pode precisar de reforços em moldes muito grandes ou detalhados.

Cera de abelha virgem

Tradicional, dura e estável. Tem um aroma natural característico e dispensa perfumes. Não é uma opção vegana, mas é muito valorizada no artesanato.

Cera vegana para moldar de alta duração

Alternativa vegetal à cera de abelha. Tem ponto de fusão alto e combustão lenta, permitindo que a vela dure mais tempo acesa.

Parafina 56-58º

Parafina mole e elástica, usada para velas entalhadas ou técnicas de trabalho a quente. Não se usa sozinha para velas estruturais.

Parafina 58-60º

Baixo ponto de fusão, usada para velas maleáveis, lanternas (fanais) e efeitos decorativos pela sua translucidez.

Parafina 58-60 premium

Maior qualidade para velas rústicas e lanternas. Permite um acabamento mais sólido do que as parafinas moles comuns.

Parafina 65º

Uma das mais utilizadas. Dura e opaca, é ideal para velas decorativas resistentes e formas simples.

Parafina 74º

Parafina microcristalina de alto ponto de fusão para moldes complexos. Oferece dureza e definição, sendo ideal para misturar com GV-20.

Parafina microcristalina

Utilizada para máxima flexibilidade no desmolde sem partir a vela. Ideal para figuras detalhadas. Intensifica as cores.

Cera para velas flutuantes

Tem um peso específico baixo para permitir que a vela flutue. Uso exclusivo em moldes para este fim.

Parafina para velas brilhantes

Usada em moldes de metacrilato para obter um acabamento «espelhado». Tem ponto de fusão baixo e fim puramente estético.

Parafina flor de lótus GV-565

Desenhada para velas que «abrem» durante a combustão. Gera um efeito visual característico e requer um processo próprio.

Cera para velas esculpidas

Base para a técnica de entalhe. É mole e elástica, permitindo cortar e modelar a cera após o desmolde.

Estearina cristalizável

Pode usar-se em moldes para obter um efeito de cristal ou geada. Não deve ser misturada para manter este efeito.

Ceras de maior dureza para desmoldar: blocos de parafina branca, cera granulada e uma vela cilíndrica verde menta que mantém perfeitamente a sua forma.
Ceras de maior dureza para desmoldar: blocos de parafina branca, cera granulada e uma vela cilíndrica verde menta que mantém perfeitamente a sua forma.

Para terminar: aprender a fazer velas passo a passo, sem pressas

Se chegou até aqui, já tem algo muito importante: uma visão clara de que fazer velas não é complicado, mas requer entender bem que tipo de vela quer fazer e que materiais estão pensados para cada caso.

Não existe uma única cera válida para tudo, nem uma forma “correta” de começar que sirva para toda a gente. Há velas em copo, velas com forma, velas aromáticas, velas decorativas, velas naturais, velas técnicas… e cada uma funciona melhor com ceras específicas. Entender isto desde o início evita muitos erros, frustrações e compras desnecessárias.

O mais recomendável quando se começa é ir pouco a pouco. Escolher um tipo de vela concreto, trabalhar com a cera adequada para esse uso e repetir o processo até se sentir confortável. A partir daí, poderá testar outras ceras, outras técnicas e outros acabamentos com muito mais segurança.

Para acompanhá-la nesse processo, na Gran Velada pomos à sua disposição o Manual Aprenda como fazer velas desde 0, um manual gratuito pensado precisamente para pessoas que estão a começar. Nele encontrará explicações claras, conceitos básicos, materiais, técnicas e exemplos práticos para aprender com calma e sem pressão.

Além disso, se quiser continuar a inspirar-se, ver exemplos reais e aprender através de receitas completas, recomendamos que visite o nosso blog: https://granvelada.pt onde encontrará centenas de ideias, tutoriais passo a passo, vídeos e elaborações explicadas do zero.

Banner do nosso manual para fazer velas
Banner do nosso manual para fazer velas

Aprender a fazer velas em casa não é uma corrida. É um processo criativo que se desfruta muito mais quando se entende o que se está a fazer. Com a informação adequada, os materiais corretos e um pouco de prática, fazer velas pode tornar-se um passatempo muito gratificante… ou até em algo mais.

E lembre-se: não se trata de fazer tudo ao mesmo tempo, mas sim de começar bem.

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